Lucas, Leo: vocês são os primeiros a ler isso. O que vem abaixo não é relatório de agência. É o caminho que a gente desenhou pra GRAPP sair de marca regional e virar marca nacional em 12 meses, com cada decisão já registrada e datada. Lê um capítulo por vez. Cada capítulo lido destrava uma chave lá em cima. No final, tem uma pergunta pra vocês.
Escrito pela SiteUP em 27/08/2026, a partir do roadmap travado da GRAPP. Nada aqui é opinião solta: o que está decidido tem data, e o que está aberto está marcado como aberto.
A base técnica está pronta e é melhor que a da maioria das marcas do tamanho da GRAPP: site no ar com as páginas de categoria ranqueáveis, Pixel do Meta instalado, Clarity gravando, GA4 medindo, Google Merchant com 69 variantes de produto no feed.
Ou seja: a máquina existe, mas ainda não foi ligada. E isso é bom. Significa que tudo que a gente fizer daqui pra frente parte do zero medido, sem vício de conta.
Antes de travar meta, a gente foi olhar o mercado. Três achados importam:
Entre 2,5 e 3 milhões de brasileiros treinam jiu-jitsu, em ~2.000 academias. O esporte vive um boom: UFC BJJ entrou no jogo, quase 8 mil inscritos no Campeonato Brasileiro, crescimento puxado por crianças e mulheres.
A Kvra, maior referência BR de fightwear urbano, vende rashguard oficial entre R$ 190 e 225. A GRAPP a R$ 149,90/169,90 entra como premium acessível. E o outlet da Kvra, desovando modelo antigo a R$ 68 no Mercado Livre, é a prova do que a gente decidiu nunca fazer: liquidação destrói o valor percebido da marca.
As marcas BR de luta (Kvra, Vulkan, Keiko) competem por atleta e preço. As marcas de lifestyle com cultura de drop culture (Shoyoroll, Gaidama) são todas gringas, sem operação de verdade em português. Ninguém ocupa o quadrante da GRAPP no Brasil: marca de luta com cultura de clube, em PT-BR, com atleta real.
Em 13/08 a gente chegou a discutir um modelo de drop com lista de espera. Foi revogado no mesmo dia, por uma razão que virou regra da casa: escassez encenada sem fila real desmonta o mito em vez de construir. Drop que não esgota é pior que não ter drop.
O que ficou travado é mais simples e mais honesto:
Catálogo sempre disponível: rashguards, fight shorts, linha street. Coleções novas lançadas normalmente, compráveis por qualquer um desde o dia 1. Sem desconto, sem "corre que acaba". O valor é o valor.
Atletas locais vestindo em treino e campeonato de verdade. Conteúdo de treino toda semana. UGC repostado. O "clube fechado" continua no visual e no tom, o mistério, o dark, o "quem veste entende", mas como estética e sentimento, nunca como barreira de compra. Referências: Fear of God, Represent.
A matéria-prima do plano inteiro é uma coisa só: treino real, filmado 1 a 2 vezes por semana, com atletas locais. Celular, luz dura, rosto em sombra (regra da marca). A IA entra depois, como multiplicadora, nunca inventando luta que não aconteceu.
| Etapa | O que acontece |
|---|---|
| Captura | 1-2 sessões/semana de treino de verdade. A SiteUP entrega o roteiro de captação pronto (o que filmar, ângulo, quantos segundos); vocês só executam. |
| Multiplicação ×15 | Cada sessão vira 3 reels, 6 stories, 2 posts de feed, 1 criativo de anúncio e 3 variações de teste. Corte, legenda, color grade dark e copy nas regras da marca: tudo pela esteira da SiteUP. |
| Distribuição | Feed segue curiosidade → pertencimento → ação. Os cortes vencedores viram anúncio. UGC de atleta é repostado. |
Verba travada em R$ 1.500 a 3.000/mês, um valor sustentável por 6 meses ou mais. Não é verba de blitz: é verba de construção. O crescimento vem de criativo bom e comunidade, não de volume de mídia.
E em 27/08 a gente travou COMO essa verba roda no Meta, com base em 640 testes de incrementalidade estudados pela comunidade de gestores que a SiteUP integra: campanha manual no público frio (uma fixa de oferta direta pra página de produto + uma só de teste, com 5 criativos por rodada a ~R$ 6/dia cada), e o automático do Meta (Advantage+) só no remarketing. Escala sempre em degraus de 20% a cada 2 dias, nunca em salto.
Regra travada em 27/08, e talvez a decisão mais importante do plano: nenhuma campanha liga antes de três verificações. A comunidade de e-commerce é unânime nisso: a conta se ganha ou se perde FORA do gerenciador de anúncios. Rastreamento quebrado e checkout com atrito são as causas número 1 de "campanha ruim" que nenhum relatório mostra.
Aprontar a máquina: conta Meta nova em real, rotina de gravação rodando, kit criativo, calendário de coleções do ano. Sai com 30+ clipes reais, a 1ª campanha no ar e ~1.000 seguidores.
Dominar a região: conteúdo de treino 3x/semana, mídia concentrada no Sul (frete rápido como argumento), coleção 02, peças nos atletas de RS/SC. Sai com ~3-4 mil seguidores, 8+ atletas vestindo e ROAS ≥ 1,5 no catálogo.
Cruzar pro Brasil: peças enviadas pra atletas e perfis de BJJ em SP, RJ e Nordeste (o UGC deles é o anúncio mais barato que existe), campanha nacional da coleção 03, presença em campeonato. Sai com ~6-7 mil seguidores e venda em 15+ estados.
Consolidar: comunidade se auto-alimentando (atleta pedindo pra vestir), coleção 04, e o plano do ano 2 (linha feminina, colabs, atletas patrocinados) nascendo dos dados do ano 1. Fecha o ano com 10.000 seguidores engajados.
Sim, a meta é 10k no ano, não 50k. A primeira versão do plano mirava 50k; a pesquisa de mercado mostrou que não existe comparável (a Kingz levou 15 anos pra 171k; a Limetre, com produção top, tem 21,6k). Em 27/08 a meta foi recalibrada pra realidade: 10k engajados ainda é multiplicar a base atual por 24 em 12 meses. Os 50k viraram horizonte de ano 2+.
Tudo abaixo está aberto e trava alguma parte do plano. É a lista de dever de casa dos donos, sem rodeio:
A métrica de sucesso do ano 1 é comunidade, não faturamento. O catálogo existe pra custear a operação; o que a gente está comprando com esses 12 meses é o ativo que torna o ano 2 fácil: uma audiência que já pertence antes de comprar. Monetização pesada, colabs e linha feminina são conversa de ano 2, alimentada pelos dados do ano 1.
Tudo que vocês leram está registrado no roadmap da GRAPP com data. Decisão nova, ajuste de rota, coleção que muda: tudo pode, e tudo vira linha datada no mesmo arquivo. O que o aceite faz é uma coisa só: marcar o dia em que Lucas, Leo e SiteUP olharam pro mesmo mapa e disseram "é esse o caminho".
Se algo aqui não fecha, é agora que se fala: cada ajuste pedido vira decisão registrada antes da execução começar.
As 9 chaves estão com vocês. O próximo movimento é da SiteUP: fatiar a Fase 1 (Arsenal) em entregas pequenas e começar. E o próximo de vocês está no capítulo 8: o dever de casa dos donos.
ROADMAP-MAPA-DOS-SONHOS.md (decisões datadas) · pesquisa de mercado 27/08/2026 · base de marca GRAPP_BRAND_STRATEGY.md. Peça no padrão Convite da SiteUP.